O nome de Everton Cebolinha sempre mexe com o imaginário do torcedor gremista. O ídolo, que hoje veste a camisa do Flamengo, entrou no radar do Tricolor para um possível retorno. A direção tenta viabilizar o negócio, mas a realidade bate à porta: o salário milionário que ele recebe no Rio de Janeiro está muito longe do que o Grêmio pode pagar — e, francamente, do que deveria pagar hoje.
• Entrave Financeiro: R$ 1,2 milhão mensais é inviável.
• Proposta Tricolor: Contrato baseado em produtividade e metas.
• Vontade do Jogador: Cebolinha enxerga o retorno com bons olhos.
Contrato por produtividade: a solução?
Para não cair na armadilha de inflar a folha salarial e repetir erros do passado, a diretoria estuda um modelo de contrato por produtividade. Salário fixo mais baixo, com bônus pesados por gols, assistências, títulos e classificações. Quem quer vestir a camisa do Grêmio e provar que ainda tem "sangue nos olhos" aceita o desafio. Quem só quer o conforto do cheque gordo no final do mês, melhor ficar onde está.
O peso da camisa
Cebolinha viveu aqui seus melhores momentos, foi protagonista de conquistas épicas e sabe que a torcida tricolor tem uma conexão diferente com ele. Mas futebol é o momento, e a gestão financeira do clube, sob o comando de Odorico Roman, precisa ser cirúrgica. Não podemos sacrificar o caixa do clube por um nome, por mais ídolo que tenha sido. Se ele quiser voltar para ser protagonista e não apenas para descansar a carreira, o caminho está aberto. Do contrário, vida que segue.